Acrescentando vida ao Facebook

domingo, 25 de setembro de 2011

A Ausência de Alguém


     Assim que nascemos inicia o ciclo de aprendizados. Os pais ensinam bons modos, como se alimentar, a maneira como se vestir, o certo e o errado. Através da convivência aprendemos a nos expressar através da fala, do choro, da manha e depois de um tempo através das palavras. Os professores te ensinam escrever, ler, entender os colegas de classe, conviver em equipe. No trabalho você aprende a diversidade das pessoas, as formas de pensar e então surge a ambição, a vontade de ser alguém, de conquistar algo.
     Já passei por todas essas fases, algumas foram mais fáceis, outras nem tanto, mas todas são necessárias e se não aprende com os pais, professores ou no trabalho, a vida se encarrega de ensinar. E essa é a parte mais difícil, o processo mais dolorido. 
     Tanta gente passa em nossas vidas, elas podem influenciar de forma positiva, de forma negativa ou até de forma indiferente, mas fizeram parte de um pedacinho da sua história. Mas também existem pessoas que deveriam fazer parte da sua história de maneira obrigatória, pois foram responsáveis por seu nascimento e não fazem. Todo o ciclo de aprendizado, o processo que está formando seu caráter é corrompido e você até tenta suprir esse vazio de alguma forma, em alguém, mas ninguém corresponde ao que você espera, porque esse papel é único e é intransferível.  
     Então Deus supre todas as carências que possuímos, mas mesmo assim as mudanças não são imediatas e mais uma vez você transfere toda essa responsabilidade para alguém, porque sua fraqueza humana grita e pede socorro. 
     E hoje eu descubro o mais obvio... Não sei receber amor das pessoas, não consigo acreditar nas pessoas, não demonstro o meu amor às pessoas, simplesmente porque não tive nada disso de uma unica pessoa. 
     E quando a felicidade finalmente resolve chegar eu acho que não mereço, decido não me apegar, nem me doar porque a qualquer momento ela pode ir embora e mais uma vez me deixar. O medo toma conta porque o mecanismo da situação me lembra que um dia pode acabar, que nada é pra sempre e me impede de viver o que pode ser vivido. 
     E então percebo que eu sou a unica responsável por sentir isso, eu sou a unica responsável a limitar a felicidade e criar muros pra me proteger, eu sou a unica responsável por não me permitir viver.
Ana Luiza Bandeira

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Quase



Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Autor: Luis Fernando Verissimo ou Sarah Westphal Batista da Silva, publicado no Jornal O globo em 2005

sábado, 17 de setembro de 2011

O amor sempre vale a pena...


No fim das contas, a decepção só faz o amor valer a pena!!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Surpreenda-me...



Surpreenda-me... 
...Com um abraço apertado, um beijo roubado ou um olhar bem intencionado. 
...Com palavras de carinho, gargalhadas no silencio e caretas descontraídas.
...Com uma ligação no meio do trabalho, uma mensagem de bom dia ou um e-mail de Oi.
...Com um jantar a luz de velas, um cachorro-quente na esquina, um chocolate da banquinha.
Surpreenda-me... 
...Com um sorriso inocente, uma piscada escondida, um beijo na testa.
...Com um buque de flores, uma tulipa ou uma Rosa roubada da vizinha.
...Com palavras de conforto, decisões já tomadas, iniciativas adequadas.
...Com uma visita inesperada, uma festa surpresa ou um presente simples.
Surpreenda-me... 
...Com uma viagem de férias, um passeio no fim de semana, uma volta na quadra de mãos dadas.
...Com bons momentos, lembranças agradáveis, com instantes felizes.
...Com um brinde, uma taça de Champanhe ou um copo de água gelada no verão.
...Com uma piada sem graça, cócegas infinitas e um susto atras da porta.

Surpreender é a arte de fazer o que mais esperamos no momento em que menos imaginamos. Não requer muito esforço, está contido na simplicidade, na cumplicidade e nos gestos espontâneos. 
Para surpreender não precisa ter coragem, basta ausentar o medo e se arriscar, basta querer a Felicidade.
Autor: Ana Luiza Bandeira

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O que Preciso...


     Há dias busco uma inspiração, algum motivo para escrever, algo para desabafar e não consigo encontrar. A dor e a frustração tomam conta do meu coração e isso deveria servir como inspiração, mas o que fazer quando faltam palavras para dizer e também para escrever? Me sinto vazia, enganada e é tudo tão estranho. Cansada da mesmice, da monotonia, da melancolia, do choro entalado na garganta, da risada falsa, da mascara que esconde o que sinto realmente.
     Dizer que tá tudo bem, fingir que tá tudo certo é uma tarefa muito difícil para mim, gostaria de dizer a verdade sem ser julgada, sem ser apontada, sem ser excluída. Não preciso que entenda, apenas aceite minhas fraquezas e permaneça ao meu lado. Aponte meus erros, mas não deixe de me amar. Fale a verdade, mas não esqueça de consolar. Conquiste novas amizades, mas não pare de cultivar a minha.
    Algumas pessoas aprendem sozinhas... Aprendem a esquecer, aprendem a chorar, aprendem a superar. Mas graças a diversidade, eu não consigo nem viver sozinha. Me importo sim com a opinião dos outros, com a aprovação dos mais próximos, portanto, não permita que a grande solidão afaste você do meu coração, da convivência diária, dos abraços apertados, dos sorrisos de bom dia, das gargalhadas sem medida. Amar sozinho é coisa de amor platônico e eu só quero um amor real, cheio de imperfeiçoes, mas com muito aprendizado e cumplicidade. 
Ana Luiza Bandeira

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Fugir ou Fingir



Seria tão bom fugir, tento fazer isso todos os dias...
Mas talvez a melhor solução seja fugir de fingir
Ana Luiza Bandeira

Acontece?


"Fico pensando às vezes como deve ser bom ligar e dizer 
'aconteceu algo terrível, sinto que não vou suportar' 
e ouvir 'senta e me espera, to indo agora te ver.'"
Autor: Caio Fernando Abreu