Acrescentando vida ao Facebook

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A Saudade tem Nome


Eu tenho sentido muito sua falta... Acho que demorei pra perceber o quanto voce foi e ainda é importante! Crescemos juntos, estudamos no mesmo lugar, tivemos os mesmos professores, moravamos no mesmo bairro, meus amigos eram seus amigos também. Você conhecia cada gesto meu, sabia meu humor diário, respeitava meu temperamento, fazia tudo pra me agradar e me ver feliz. Eu adorava conversar com você, você era meu melhor amigo, meu irmão.

Acho que sempre fui meio intolerante e nem sempre tão amável, mesmo assim você não saia de perto... Me levava em casa sem dar uma palavra quando eu não estava com vontade de conversar, me abraçava sempre que me via, me aconselhava nos relacionamentos. Você foi o primeiro contato com o mundo masculino, minha primeira decepção. Eu era sua amiga, sabia de todos os seus podres, acho que se tivesse me poupado dessa eu não desconfiaria tanto da integridade masculina. Mesmo assim, com todos os defeitos, sempre esteve ao meu lado...

Apesar de tudo tinha um lado tão sensível. Escrevia tão bem e eu admirava ilimitadamente seu dom. Hoje entendo que era mais um desabafo da alma, apos tantos traumas vividos na infância, procurava alguém a quem amar.

Eu não dava muita importância, sabia que você tava por perto, sempre fazia o possível e o impossível pra permanecer por perto, eu confiava em você. Mas deveria desconfiar de mim...

Você casou, logico que ganhei mais uma inimiga, porque meu incrível dom de ser odiada por namoradas de amigos sempre me acompanhou. Me ligou pra dizer que teria uma filhinha e seu nome seria Ana Luiza, nome que com certeza foi alterado no cartório pela mãe. Pelo menos um dia ela conversou comigo e entendeu o verdadeiro significado da nossa amizade.

Com o passar dos anos, o tempo vai diminuindo, as responsabilidades aumentando, pessoas vão surgindo em nossa vida, prioridades são estabelecidas. Mesmo assim, lembro de alguns intervalos em que você passou correndo pra me ver trabalhar e deixar um bom dia. Até que um dia você foi la, como de costume e não me encontrou. Perdi meu celular, com ele seu contato e a unica maneira de ser encontrada por você.

Jã faz tanto tempo, tanto tempo e eu sinto uma falta assustadora de você, do seu abraço, dos seus conselhos sem nexo, na tentativa de me convencer sobre pensamentos masculinos e o efeito da testosterona no cérebro humano. Procurei em todos os lugares, cadastros públicos, telefônicos e nenhuma pista. Você acha que não dei importância, que não quis responder o recado que me deixou quando me procurou. Eu vou te encontrar sim, vou conhecer minha "afilhada".

De qualquer forma, se hoje me perguntam se eu acredito em amizades entre homens e mulheres, eu respondo: É muito diferente que uma amizade entre mulher e mulher, mas não só acredito, como tive um grande amigo, o mais fiel, o mais verdadeiro, o mais sincero, o mais dedicado. E se existe ligação de alma com alguém, posso afirmar, as nossas foram entrelaçadas. Sinto sua falta, uma falta imensa, que não cabe dentro do meu peito e com isso escorre pela face, através dos olhos.

Essa amizade teve um nome, o nome dele era Michel... MICHEL DE ALMEIDA, OU MICHEL ...... DE ALMEIDA, não lembro o nome completo, mesmo assim, nome desconhecido pelas redes socai, internet e até arquivos públicos... Eu não te inventei, você existiu realmente, temos amigos em comum que podem provar, mas talvez as pessoas tenham um papel pra exercer na vida de alguém e depois, misteriosamente, apos cumprir o papel, sei la, passam a ajudar outras pessoas, não sei, penso que você pode ter sido um anjo e peço a Deus me enviar esse anjo novamente e Ele vai me ouvir.
Ana Luiza Bandeira

domingo, 22 de janeiro de 2012

Lagrimas pra Recomeçar


"Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. 
Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. 
Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento. Vou ali ser feliz e já volto."
Caio Fernado Abreu

Desencontros


"Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.”
Caio F. Abreu

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Desabafo²

Ótima forma de começar o ano. Enquanto alguns dizem que o ano promete, que será repleto de realizações, cheio de conquistas, aqui estou eu, sem vontade de viver, sem vontade de respirar, sem vontade até de chorar. Talvez porque esperança nunca tenha me faltado e a cada inicio de ano eu imagino que algo novo me espera, mas neste ano eu percebi que nada me espera, nada será diferente, nada vai me fazer bem porque eu simplesmente sou a mesma pessoa, eu não mudei, então porque minha vida deveria mudar?
O ano que passou eu perdi tanta coisa, mas tanta coisa... Perdi meus amigos na faculdade, perdi a fé, perdi meus amigos da igreja, perdi meu namorado, perdi a confiança, perdi a auto-estima, perdi a alegria. E não é exagero, perdi tudo isso mesmo porque tenho medo de tudo, afasto as pessoas, não sei receber amor, não sei como lidar com a felicidade.
Eu gostaria de ter respostas, eu gostaria de apresentar uma solução aos meus textos, mas ainda não encontrei, não sei o que dizer, que argumentos apresentar. Sei que a dor de perder algo é destruidora, é corrosiva e parece que nunca mais vai ter fim. Aliás, espero longos anos por esse fim e como posso perceber: sem sucesso até o momento. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Valores


É incrível a capacidade humana em dificultar as coisas, em seguir o caminho mais tortuoso, em fugir de enfrentar os problemas. É incrível a falta de coragem, o medo de arriscar algo novo, a mania de prender-se ao simples. Eu gostaria de ser mais ousada, mais confiante, mais focada, mas minha natureza não permite, não deixa eu sair da linha. Então fico presa as regras, as leis, as 'normalidades' que eu gostaria tanto que não existissem, que não me limitassem e não me mudassem.
Gostaria de sentir o prazer da liberdade. Aquela que me permite agir da maneira como quero, sem pensar em consequências, sem que existam consequências. Aquela que me da a oportunidade de escolher, sem pensar o que é certo ou o que é errado. Aquela que independente das escolhas, vai me fazer bem, vai me trazer felicidade ou satusfação. Valores, preceitos, educação... Não abro mão disso, são bens inegociáveis, mas essa deveria ser uma escolha a seguir e não uma regra. O fato de ter ou não certos valores não deveria influenciar no que sou ou com quem ando.  Não deveria decidir meu grupo de amigos ou o grupo ao qual eu me enquadro.
O que mais admiro em alguém é a coragem em assumir erros, porque a verdade faz parte da personalidade. Admiro a liberdade em agir, a forma de encarar as consequências, sendo boas ou ruins, o ato de se desculpar quando é preciso, sem que o orgulho domine. Admiro imensamente o fato de ser natural, sem nada que o prenda, mas buscando  tudo o que deseja. 
Ana Luiza Bandeira