Acrescentando vida ao Facebook

sábado, 22 de outubro de 2011

A Verdade Isenta


E mais uma vez a mentira afasta, decepciona, denigre, engana.
Como acreditar em alguém que usa a mentira para se defender, para se expressar, para se descrever? Como entender o verdadeiro motivo de usar algo tão baixo, tão irreal e que causa tanta dor?
Eu não vou mais discutir, não vou mais cobrar, não vou mais pressionar,
Entendo o motivo de usá-la, foi para me proteger, para não me fazer sofrer, mas da ultima vez, você disse que eu sofro ainda mais quando descubro a verdade e por isso não iria mais mentir.
Mentiu novamente...
Sinto informar, mas não quero mais ser protegida pela mentira, ela não sabe guardar segredo e escolhe a maneira mais cruel de aparecer.
Me procure, somente quando for capaz de falar a verdade, somente a verdade.
Me procure, somente quando parar de mentir pra você mesmo.
Me procure, somente quando perceber que ela não pode ocupar o mesmo lugar que eu ocupo.
Estabeleça suas prioridades, veja o que mais importa e então me procure.
Se eu disser que é tarde demais, pelo menos ficarei feliz por ver esse momento chegar e então passarei a acreditar nas mudanças de caráter, na capacidade humana de se reinventar, de melhorar.
Ana Luiza Bandeira



Pois então. Estamos todos na mesma encruzilhada e chove em todos os cantos da estrada, mesmo que se mude a direção. Pois então, eu quero que você me deixe só, só sendo. Não tenho energia agora para dar respiração a qualquer frase. Não é que eu esteja numa má fase, mas me veio um choro antigo, mal digerido, uma lembrança sem cor. Estava guardado, eu sei, num pedaço qualquer de um restinho desbotado de amor. Deixa só eu limpar essas lágrimas, clarear minhas retinas, desengasgar essa bolha de águas salgadas. Só estou desembaraçando os sentimentos que ficaram órfãos de mim. Preciso explicar a eles que não sou mais parceira_sou agora herdeira da sorte, achei o meu norte, os pontos dos sins. E por mais que eu amoleça não se aproxime: eu não quero abraços, eu não quero conselhos. Engatinhei demais em cima da brita durante os meus aprendizados, só eu consigo enxergar as feridas e o cuidado que preciso dar para curar os meus dois joelhos. Vá cuidar das suas coisas, embeleze sua rotina_ há tempos eu te digo que estar sozinha, às vezes, é minha necessidade e minha sina. Guarde seu colo, seu consolo, suas palavras bonitas. Me deixe só, com o meu choro.Não estou triste nem aflita. Mas preciso descobrir como desatar isto que surgiu sem motivo,desatar este nó. Não há “nós dois” agora, neste fim de dia. Amanhã, quem sabe, eu precise ou queira sua companhia. E te trago de volta, te abro a porta, te abraço pra sempre, assim,de repente. Mas hoje meu corpo clama somente por mim mesma:quero apenas o meu copo em cima da mesa, quero somente meu fiapo de domingo adormecendo aqui.
Marla de Queiroz

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

...

To tentando escrever mais aqui, mas sabe quando o silencio parece ser melhor??? 
Então resolvo me calar, porque infelizmente não sei escrever quando tudo vai bem! 
Mas logo as palavras saem, elas estão sendo formadas e já começaram a me sufocar, então o que faço é esperar. 
Confesso que não é uma tarefa fácil, é a que mais me dá medo, mas é a mais sensata... 
Então eu espero, espero e espero, mesmo que isso não me leve a nada, mesmo que eu não tenha nada, porque sabe, já to acostumada com essa ideia, ela sempre me assombrou, agora a convivencia me fez aceita-la. 

sábado, 8 de outubro de 2011

Fuga


"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso."
Caio Fernando Abreu

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ele não Sabe Nada



"Ele não sabe mais nada sobre mim.
Não sabe que o aperto no meu peito diminuiu, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos.
Ele não sabe quantos livros pude ler em algumas semanas.
Não sabe quais são meus novos assuntos nem os filmes favoritos.
Ele não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desvencilhei da minha vida social intensa.
Ele não sabe que eu nunca mais me atentei pra saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre.
Ele não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha.
Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia:
ele nem imagina que foi ele quem me ensinou esta alegria."
Marla de Queiroz