Acrescentando vida ao Facebook

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Mulheres Inteligentes e Caras Babacas...

Fernada Mello, sempre fernandinha!!!

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Mulheres inteligentes e caras pra lá de babacas

Toda mulher que se preze já se apaixonou por um babaca. A história é quase sempre a mesma, o final também. A gente conhece um cara, ele se mostra doce, maravilhoso e bem resolvido. A gente – encantada – guarda a intuição no fundo da gaveta, veste o melhor decote (e o melhor sorriso) e sai linda, leve e solta para mais um capítulo cheio de frases mal contadas, celular desligado e eventuais sumiços. Verdade seja dita: a gente sente que tem alguma coisa errada, mas acaba fazendo vista grossa. E acha que está sensível demais, exigente demais, desconfiada demais. E deixa rolar. O resultado? O cara te enrola, te pede desculpas. Depois vacila de novo e te enche de presentes. Meninas, estou escrevendo este texto para eu mesma decorar. Imprimir. E nunca mais esquecer. A gente não pode sair por aí perdendo nosso tempo com esses babacas. Chega de desculpar tanto, de tampar o sol com a peneira. Quando um cara REALMENTE está afim de você, ele vai até o inferno por você. Essa verdade ninguém me tira. Não tem trabalho, família, futebol, amigos, crise existencial, nem celular sem bateria que façam com que ele – caso tenha educação e a mínima consideração – não tenha tempo de dizer um simples “oi”. Isso não é pedir muito, concorda? O cara não precisa dar satisfação a toda hora, te ligar várias vezes por dia, isso é chato e acaba com qualquer romance. O que eu quero dizer é que mulher precisa de carinho. Atenção. E uma sacanagem bem-dosada. Se o sujeito vive brincando de esconde-esconde, não responde lindamente suas mensagens, não te chama pra sair com os amigos dele e nem tenta te agarrar quando você diz que está com uma lingerie de matar por debaixo da roupa, minha amiga, o negócio está feio. Muito feio. Confesso que não é tarefa fácil colocar um ponto final de uma hora pra outra nessas histórias. Somos seres românticos, abduzidos pelos finais felizes dos filmes e livros. A gente sempre acha que alguma coisa vai mudar, que ele vai perceber TUDO o que está perdendo e vai aparecer com flores na porta da nossa casa. Mas a realidade é diferente. Não somos a Julia Roberts, não estamos numa comédia romântica e, na vida real, homens são simples e previsíveis. Quando eles querem uma coisa, não há nada – nem ninguém – que os impeça. Portanto, anotem aí: quando um cara está afim de você, ele vai te ligar, ele vai te procurar, ele vai te beijar, ele vai querer estar sempre com as mãos em cima de você. Não sou radical, apenas cansei de dar desculpas pra erros que não são meus. Ou são. Afinal um cara babaca sempre dá pistas de que é babaca. Só não enxerga, quem não quer.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Escolhas

E mais uma vez as escolhas define quem somos... A maneira de vestir, as formas de pensar, a maneira de falar. Escolhemos ser de tal maneira, com isso escolhemos nosso grupo social, nossas afinidades, nossos amigos.
Com o tempo você escolhe viver com alguém, constituir família e fazer inúmeras promessas de amor eterno. E que bom se esta pessoa pertence a mesma tribo, o problema é quando ela não pertence a esse grupo de convivência. Mas como nada é impossível, mais uma vez entra no jogo as renuncias, as mudanças de atitudes, uma forma melhor de se ajustar!!! E pessoas maduras se ajustam bem, o problema é quando essas pessoas não querem ser tão maduras. Então eu digo: Pra que tentar? São mundos diferentes, são pensamentos distantes, são valores bem significantes!
Já idealizei algo que não existe, entendo isso e busco compreender o lado oposto, afinal, sei que também não sou a pessoa tão sonhada. Mas será que o idealizado, o tão esperado, se encontra tão distante da realidade? 
Acredito que não, creio que as afinidades tendem a suprir as diferenças, os bons momentos ajudam a superar as adversidades e o amor... Ahhh, o amor ajusta a percepção e a situação. 
Não me encontro decepcionada, nem tão pouco frustrada, apenas acreditei no inacreditavel, no inalcançavel e no inexistente; e se não acreditasse não me convenceria da ausencia. Um tempo de preparação para receber o que realmente vem me completar e que com muito orgulho eu digo: Não será você!!!
Ana Luiza Bandeira

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Motivos para ser Feliz


Por tantas vezes reclamei por não ter o que escrever, e outras vezes reclamei por escrever somente quando estou triste. Hoje decidi não reclamar e cheguei a conclusão de que não escrevo por um único motivo: Estou feliz!!!
Ainda não sei lidar bem com a felicidade, acho que é porque nunca dei espaço pra ela se aproximar, afinal, a melancolia que morava comigo era ciumenta e possessiva, não gostava de me dividir com eventuais sentimentos que pudessem me roubar. 
E a melancolia, querendo ou não, fez parte de uma grande época da minha vida, ainda faz. Ela sempre se acentua quando alguém vai embora, quando a mentira chega, quando alguém me decepciona, quando me sinto frustrada. Ela rouba minhas noites de sono, mas devolve tudo numa medida assustadora pela tarde, me tira a fome, deposita lagrimas em mim e me deixa agitada. 
Mas desta vez ta tudo diferente... Fui decepcionada, enganada, frustrada e quando pensei que a melancolia chegaria pra arruinar tudo, ela trouxe companhia: uma alegria sem fim, o alivio de me afastar de um problema, e na medida certa, as duas visitas estão me fazendo bem. As lagrimas tiram o que a raiva não conseguia limpar. Ganhei novos olhos, posso ver melhor. Meus sentidos percebem mudanças. Minha fé está voltando. To me afastando de tudo o q me atrasa, me machuca e me retém e acredite, mesmo sendo difícil no começo, ta me fazendo infinitamente bem. 
Descobri algo novo para amar, novas buscas para me dedicar, novos alvos para estabelecer. Vou levar todos os sentimentos nessa viagem, mas como toda melancólica fleumática que se preze, ninguém precisa perceber.
Ana Luiza Bandeira

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Crimes Morais

Alguém entra na sua casa, rouba suas coisas, agride você. Esse alguém cometeu, de uma só vez, vários crimes. Previstos em vários artigos da Constituição. Alguém entra na sua vida, rouba seu tempo, destrói sua confiança, agride sua auto-estima, estilhaça o pouco que resta da sua confiança no amor. E sai ileso. Mas não seria esse o pior crime que alguém pode cometer contra outra pessoa? Agressão só é penalizada quando alguém encosta a mão em alguém? Como se pune quem causa uma ferida que não está exposta?

Acredito que tomar uma surra de um boxeador deve doer menos do que ser traído. A dor física passa em algumas horas ou, em casos mais graves, alguns dias. Pra dor física, existe remédio. Pras feridas, existe curativo. Mas quem cura a dor de um coração destruído? Como se cura a dor de uma confiança perdida? O que fazer com as feridas cravadas na alma de alguém que sai na rua descrente do mundo? Como penalizar o agressor que, sem usar mãos, armas ou objetos cortantes e pontiagudos, causou ferimentos graves em alguém? Por que ninguém previu isso na lei?

As pessoas lotam os consultórios psiquiátricos, se entorpecem de remédio pra ansiedade, remédio pra depressão, remédio pra pressão, remédio pra dormir, remédio pra acordar. Remédio pra viver. Pra fazer viver quem quer morrer. Remédio pro irremediável. Pra dor que não passa. Pra ferida que ninguém vê. Vãs tentativas de resolver o caos interno. As pessoas tentam remediar uma dor que parece que nunca vai ter fim, um sofrimento que vem de dentro. Bem fundo. Tão fundo que nenhum remédio ou substância tóxica é capaz de alcançar.

Entendo perfeitamente crimes passionais. Entendo perfeitamente quando minha amiga diz que não consegue conversar mais com o ex-namorado porque ela tem vontade de bater nele. Entendo meu amigo que diz que preferia ver a namorada morta do que com outro. Sinceramente, entendo. Quando alguém te machuca, te decepciona, te magoa, a dor é tão grande que você quer agredir a pessoa de volta. Você se sente impotente. Enganado. Ferido. Frustrado. Dá vontade de matar. De morrer. De sumir. Seu mundo desaba bem na sua frente. Você sente que perdeu seu tempo, sua vida, sua auto-estima, suas forças. E qual a pena pro agressor nesse caso? Qual a pena pra alguém que entrou na sua vida, na sua casa, nos seus sonhos, nos seus planos e, num piscar de olhos, destruiu tudo como se tivesse esse direito?

O que sempre falo com meus amigos (como se conselho valesse de alguma coisa) é que vingança não é remédio. Nem fazer justiça com as próprias mãos. Acredito que o tempo se encarrega disso. Acredito que pessoas que usam da confiança e boa vontade das outras nunca vão se dar bem na vida. Ou não vão ser felizes. Ou nunca vão conseguir amar de verdade. Ou não mereciam a gente. Ou que a gente deve agradecer por ter se livrado de um encosto. Ou sei lá o que. Nunca fui boa conselheira. Talvez essas sejam as formas da vida punir quem brinca com o coração dos outros. Não sei mesmo. Em todo caso, deseje o mal de volta pra pessoa. Não por vingança. Só pra ver se ela é forte como você.
Brena Braz

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Reflexo


"Hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma muleta, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estão ocupados, meus pais não podem sofrer por mim. 

Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. 

Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz" 

Tati Bernardi